10 Dicas para… pescar ao feeder

10 Dicas para… pescar ao feeder

A pesca de feeder é simples, sendo a leitura do pesqueiro e a execução o mais importante para se obter resultados. Os lançamentos precisos, de forma discreta, o não parar muito tempo sem mexer o feeder ou voltar a lançar transportando mais alimento para o pesqueiro, são fundamentais, afastando a ideia de que é uma pesca parada. São estas e outras coisas que o atual campeão mundial da disciplina nos revela.

1 – Montagens

Existem muitos tipos de montagens e muitos acessórios para as realizar, mas é sempre preferível algo simples e funcional, já que este tipo de pesca deve ser isso mesmo, simples…

Para o efeito deixo a forma de prepararem uma montagem simples, passo a passo.

 

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[LEYENDAS:]

Foto 1 – Material necessário para executar a montagem: 1 – Fio Amnésia ou fluorocarbono 0,35/0,40mm; 2 e 3 – destorcedor simples nº20 ou triplo; 4 – Destorcedor de carpfishing com um olhal grande e mola; 5 – Tubo de silicone; 6 – Missangas de carpfishing, de plástico, ovais, com furo largo de um lado e fino do outro.

Foto 2 – Coloca-se um destorcedor nº20 ou triplo no fio e segura-se a ponta do mesmo com a ajuda de uma caneta de empatar anzois.

Foto 3 – Segurando o fio a cerca de 40cm da ponta, roda-se a caneta até o fio começar a enrolar, puxa-se pelo destorcedor a meio formando automaticamente uma torcina.

Foto 4 – Dá-se um nó cego duplo nesta torcina a cerca de 10cm do destorcedor.

Foto 5 – Com a ajuda de um pedaço de fio, faz-se passar 1cm de silicone pelo destorcedor, deixando apenas a argola contrária à torcina de fora.

Foto 6 – Corta-se o fio a cerca de 60cm da torcina e passa-se pelo mesmo o destorcedor de olhal largo com mola. É importante que o fio passe pelo olhal largo para que o peixe não sinta qualquer atrito quando pica.

Foto 7 – No destorcedor liga-se o terminal e na mola coloca-se o feeder. O peso do feeder faz com que a torcina afaste o terminal deste, evitando assim que enrole ao lançar.

Agora é só ligar a montagem ao fio do carreto com um nó albright. Tenho sempre algumas montagens feitas. Desta forma monta-se uma cana em poucos minutos ou recupera-se uma montagem partida. Para pescas curtas utilizo um destorcedor simples e para pescas longas um destorcedor duplo ou triplo, para evitar enrolar ao recuperar, principalmente quando se pesca com bichos que criam o efeito “hélice” ao recuperar. 

2 – Escolher o feeder

Existem muitos tipos, formatos e pesos de feeders, mas os 3 tipos mais polivalentes, os que dão para qualquer tipo de pesca são os “cage”, “open end” e “bullet feeder” demonstrados na imagem.

Cage feeder – Os mais polivalentes, adequados a águas não muito profundas para distâncias até 50/60 metros. Dão para utilizar tanto farinhas com ou sem iscos misturados, como bichos colados. Libertam rapidamente a engodagem, entrando rapidamente em ação de pesca.

Open end feeder – Com características idênticas ao anterior, mas apenas aberto nos topos. Para distâncias idênticas, mas para águas profundas. Devido a serem fechados, apenas libertam a engodagem no fundo, não fazendo o peixe subir na coluna de água dispensando os peixes. Deve colocar-se os iscos no centro do feeder, com umas “tampas” de engodo, desta forma perde apenas o engodo pelo caminho, levando os iscos até ao fundo.

Bullet Feeder – Adequado para grandes distâncias, devido ao seu formato, podendo com o peso, cana e fio adequados, facilmente ultrapassar os 100 metros. Podem ser utilizados como de origem (em rede) para águas baixas, ou envolvidos em fita isoladora para águas mais fundas.

No caso dos “open” e “cage feeder”, podemos se necessário, aumentar o seu peso, com chumbos das jantes especiais dos automóveis. Estes “chumbos” (que na realidade são zinco) têm 5 ou 10 gramas, trazem uma face autocolante que dá para aplicar sobre o chumbo do feeder e podem ser encontrados em casas de pneus.

3 – Anzóis e fios

Começo sempre por utilizar anzois grandes e fios de maior dimensão, mantendo ou diminuindo consoante os toques obtidos.

Diminuindo, normalmente consegue-se mais picadas, mas o risco de rutura e de desferragem é superior, até porque um peixe de maior porte que arrasta um feeder com alguma dimensão e peso, acaba por criar folgas que levam à desferragem com um anzol pequeno.

Neste tipo de pesca, o terminal está apoiado, disfarçando assim o fio e até o anzol, permitindo alguns exageros. Normalmente utilizo para uma pesca de carpas/pimpões, anzóis entre o 10 e o 16 e para barbos de 14 a 18 e no caso do fio evito descer do 0,16, exceto se for uma pesca de inverno em que, devido à inatividade dos peixes, teremos que diminuir até obter algum toque.

No caso da competição, há que colocar na balança o número de toques e capturas efetuadas, porque poderemos ter 10 picadas com um anzol pequeno, retirando 3 ou 4 peixes e com um anzol maior, ter apenas 5 picadas, mas 5 capturas…

4 – Canas a utilizar

Utilizo sempre canas o mais macias e curtas possível, desde que dê para lançar sem esforço para o local desejado. Uma cana macia trabalha sempre melhor um peixe de maior porte, evitando a desferragem e a rutura do fio.

5 – Sondagem do pesqueiro

Mesmo não se sabendo os metros exatos, há que ter a noção do fundo para se poder decidir onde se vai pescar.

Com o fio preso no clip do carreto e com um chumbo de 50 gramas no fio, lança-se até esticar totalmente o fio e depois conta-se quantos segundos leva a chegar ao fundo e repete-se a diferentes distâncias para se ter a noção de onde é mais ou menos fundo consoante o tempo de descida. Deve-se contar com a ajuda de um cronómetro (qualquer telemóvel tem) ou conta-se 331, 332, 333… o que dá um segundo aproximadamente.

Após se ter a noção da profundidade, deve arrastar-se o chumbo pelo fundo, para se “sentir” o mesmo e identificar se é pedra, lodo, liso ou irregular, etc. Consegue-se ter uma noção mais aproximada se utilizarmos um multifilamento devido à inexistência de elasticidade.

6 – Marcação do fio

Após se decidir onde pescar, marca-se o fio com um marcador adequado e prende-se no clip do carreto. Assim permitirá pescar sempre no mesmo sítio, apenas sendo necessário marcar um ponto de referência na outra margem e lançar sempre na mesma direção. Com dois espetos por ex. a 3 metros um do outro, prende-se o chumbo ou feeder num deles e ao passar o fio do carrete em redor deles, vai-se contando o número de voltas até chegar ao clip, multiplicando por 3: tem-se a distância exata do pesqueiro.

Pode passar-se a distância para outras canas, ou voltar a colocar a distância correta no caso de rutura da linha.

7 – Lançamento

Algo extremamente importante nesta pesca, já que a precisão de colocar o feeder sistematicamente no mesmo sitio, concentra a engodagem construindo assim o pesqueiro; espalhar feeders, acaba por espalhar o peixe.

Ao lançar, deve-se manter a cana ao alto, deixando que o feeder a puxe devagar quando o fio chega ao clip, desta forma este entra devagar dentro de água, diminuindo o barulho.

Um feeder a entrar violentamente dentro de água, principalmente quando é pesado, acaba por afastar o peixe; se fizer pouco barulho, sistematicamente o peixe começa a associar a comida, principalmente em locais onde se costuma praticar a pesca à boia.

8 – Conhecer o local

Além de se fazer a devida sondagem há que tentar recolher informação sobre o local. Que espécies existem e que tipo de pesca se pratica nesse sítio. Se é francesa ou inglesa e que tipo de engodagens se faz. O peixe estará habituado a uma determinada distância e tipo de engodagem, que deveremos copiar.

9 – Engodagem

Numa pesca de barbos, utilizo apenas bichos colados. Na pesca de carpas uso bichos colados intercalados com engodo de granulometria grossa, transportando sempre sementes. No caso de pescar aos pimpões, prefiro um engodo fino, de cor amarelo vivo, misturando bichos previamente mortos e minhocas cortadas.

10 – Iscos

O isco principal para qualquer pesca será sempre o asticot, mas quando temos alburnos no pesqueiro, as sementes são a melhor opção. Ervilhaca no caso dos barbos e milhos nas diversas cores para as carpas. Os pimpões apreciam minhocas com várias pontas soltas.

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LEGENDAS

1 – “Cage feeder” com engodo: adequado a águas pouco profundas.
2 – Feeder do tipo “open end” (esq.) e “cage feeder” (dir.).
3 o 3a – Só com fios e anzóis a sério, se consegue tirar barbos deste porte.
4 – O feeder é sem dúvida um tipo de pesca propício a grandes capturas.
6 – Definir a distância de pesca é fundamental, sob pena de dispersar o peixe.
8 – Mais um “monstro” da pista de Cavez. Conhecer bem o local ajuda.
9 y 9a – Farinhas de cores vivas, amarelas ou vermelhas são adequadas para pescar aos pimpões. Os bichos colados num “cage feeder” são a combinação perfeita para pescar aos barbos.
10 – Alburnos, a dor de cabeça dos pescadores de feeder, mas que podem ser evitadas iscando com sementes.
geral – Carpa com mais de 10kg capturada com uma combinação de bichos e minhoca e cage feeder de farinha e sementes.

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