Armadores e investigadores querem período de defeso para pesca do polvo

As “Tertúlias do Polvo” reuniram pescadores, associações de armadores, instituições governamentais e investigadores que chegaram à conclusão de criar um período de defesa para a captura do polvo no Algarve.

Durante dois anos, várias entidades reuniram-se para debater a pesca do polvo, sendo apresentado o Livro Verde sobre a Pesca de Polvo no Algarve, apresentado pelo Centro de Ciências do Mar (CCMar) e Universidade do Algarve (UAlg), que reúne o conjunto de ideias discutidas nessas tertúlias.

De acordo com o Sul Informação, o secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, não vê “condições para que tal seja implementado, até porque o polvo não é uma espécie considerada em risco biológico”. Já uma das investigadoras do CCMar, Mafalda Rangel, explicou que o objetivo destas reuniões foi “foi perceber como gerir a pescaria do polvo, chegando à conclusão de que deve haver um período de defeso para o polvo”. O objetivo é atenuar a falta de stock de polvo.

José Apolinário propõe que “a pesca do polvo passe a parar ao fim de semana. Há um desafio aqui no Algarve que é não haver desembarques ao fim de semana. Também tem de haver um compromisso dos pescadores de polvo para garantir que o tamanho mínimo de captura, de 750 gramas, é cumprido, assim como reduzir o número de artes que estão no mar”.

Mafalda Rangel sugeriu haver a possibilidade de aumentar o tamanho mínimo de captura, mas está ciente de que a comunidade não quer isso. Assim sendo, a implementação do período de defeso teria de ser “voluntário, com os pescadores a implementá-lo por considerem ser uma forma de gerir o recurso.”

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Fonte: Sul Informação

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