Portugal é o primeiro país a sofrer consequências do lixo no Mediterrâneo

Num relatório da World Wide Fund (WWF), está descrito que Portugal é o primeiro país a sofrer as consequências da poluição plástica no Mediterrâneo, pois está na rota de saída deste mar. 

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O relatório da WWF foi agora conhecido, e revela que 20% dos peixes em Portugal têm microplásticos no estômago. Estas substâncias predominam nas praias de Portugal e representam 72% do lixo encontrado zonas industriais e estuários, sendo que as piores zonas são Lisboa e Costa Vicentina devido à proximidade dos estuários do Tejo e Sado.

A WWF alerta para o perigo dos microplásticos, esferas minúsculas de plástico muitas vezes presentes em produtos de higiene e cosmética como os esfoliantes corporais, o gel de banho ou a pasta de dentes. Todos os anos cerca de 300 mil toneladas de plástico chegam ao Mediterrâneo.

Os dados são alarmantes: 80% das tartarugas-marinhas-comuns, cujos juvenis se alimentam nos Açores, comem lixo, na sua maioria plástico, por exemplo. Além disto, os especialistas explicam que a poluição tem consequências preocupantes para o turismo e a pesca, com o setor a perder mais de 61 milhões de euros todos os anos.

A WWF pede medidas que reduzam a poluição por plásticos em ambientes urbanos, costeiros e marinhos. A organização propõe um acordo internacional juridicamente vinculativo para eliminar a descarga deste material nos oceanos.

Só para ter uma ideia, os mais de 200 milhões de turistas que visitam os Açores todos os anos são responsáveis por um aumento de 40% no lixo marinho. Incrível, não é?

Se nada mudar, o mar terá uma tonelada de plástico por cada três toneladas de peixe em 2025 e em 2050 os oceanos podem mesmo vir a ter mais plástico que peixe. Segundo notícia da TSF, a poluição mata anualmente, cerca de 100 mil mamíferos e um milhão de aves marinhas.

Algo tem de ser feito!

Fonte: TSF

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