Portugal | Golfinhos em risco de extinção

Desde o início do ano, já morreram 27 golfinhos na costa portuguesa, número superior aos anos anteriores.

dolphin-1818853_960_720Dos 27 golfinhos mortos registados na costa, entre janeiro e junho de 2018, 25 foram encontrados entre o Minho e a Nazaré. Destes, a grande maioria foi encontrada entre o Porto e a Nazaré. Os investigadores revelaram que estes números, atribuídos à captura acidental, poderão apressar a extinção da espécie na costa portuguesa.

Segundo declarações da equipa de biólogos da Universidade de Aveiro e da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem à TSF, “a presença destes golfinhos em águas nacionais pode desaparecer por completo em menos que 20 anos. “Este valor já ultrapassa em muito os valores registados para o primeiro semestre dos anos anteriores”.

“As marcas que alguns cadáveres apresentam, como barbatana caudal amputada ou marcas lineares no corpo, indicam que os animais foram apanhados acidentalmente por redes de pesca. A zona entre o Porto e a Nazaré concentra uma atividade de pesca bastante intensa. Apesar dos esforços desenvolvidos pelos pescadores para evitarem as capturas acidentais, a arte xávega acaba por ser responsável por uma parte da mortalidade. “, referem os biólogos. Para além disto, também a pesca ilegal na zona, normalmente realizada por pequenas embarcações muito perto da costa, prejudicam estes animais.

Catarina Eira, bióloga do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, considera crucial que se aprove a classificação como Sítio de Importância Comunitária (uma figura de proteção ambiental da Rede Natura 2000) da zona marinha entre a Praia da Maceda (Ovar) e a Praia da Vieira (Leiria), pela abundância de golfinhos que alberga, segundo a TSF.

Graças à consciencialização e colaboração dos pescadores, a equipa do projeto LIFE marpro conseguiu testar diferentes artes de pesca e materiais de redes, para perceber o que poderia diminuir o número de capturas acidentais, descobrindo que uma das soluções mais eficazes é o uso de “pingers”, pequenos aparelhos eletrónicos que se fixam às redes de pesca e que emitem um som que avisa os cetáceos sobre a presença da rede, embora seja ainda uma tecnologia cara.

Fonte: TSF

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