Sargos – Iscos Top para o inverno!

Sargos – Iscos Top para o inverno!

O inverno está aí e é sem dúvida uma boa altura para apostar em peixes grandes. Tendo os sargos em vista, apresentamos alguns iscos que marcam sem dúvida toda a diferença na hora de os pescar e que, cada um dentro de uma ou várias técnicas específicas pode ajudar a que coloquemos umas “raquetes” valentes na nossa alcofa.

O que se pretende com este artigo é mostrar alguns iscos com potencial para apanhar sargos grandes, referindo obviamente a melhor forma de os apresentarmos, assim como de referir a técnica mais adequada para o fazer. Aqui fica um resumo dos iscos que ao longo de vários invernos foram e continuarão a fazer muitos pescadores felizes, com sargos bem avantajados dentro do seirão!

MEXILHÃO

Um clássico! Provavelmente dos alimentos mais habituais na dieta do sargo, o mexilhão é uma iguaria bem apreciada pelos sargos e que é fácil de adquirir pela simples apanha ou comprado em sacos de um quilograma em qualquer grande superfície. É um isco que se recomenda usar fresco, sendo as técnicas de eleição a pesca com boia de pião e a chumbadinha, sobretudo em locais com rochas onde os mexilhões abundem. Os mexilhões podem ser iscados com ou sem casca, mas é sem casca que se faz a iscada mais habitual; a seletividade parte do tamanho da mesma e como o que se pretende é um sargo grande, recomendamos uma iscada feita com dois mexilhões grandes, feita com um anzol nº 1/0 ou até mesmo 2/0. Se o lançamento for mais “puxado” recomenda-se a lycragem da iscada, mas não em demasia para aparentar ter mais volume dentro de água.

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BICHO-PRETO

Um anelídeo que não é do conhecimento geral mas que na costa alentejana faz milagres aos sargos e douradas. O seu aspeto geral é escuro e viscoso, indo de uma tonalidade esverdeada a castanho muito escuro, sobretudo nos maiores. É apanhado na zona de maré, entre cascalho, pedra, rebolos e areia, a uma profundidade variável, geralmente não muito funda. Não existe à venda em nenhum local e como se costuma dizer em bom português “quem quer bolota trepa”; a forma mais adequada de o apanhar é “à unha”, para não correr o risco de os partir e a zona preferencial para procurar este verme é nas zonas onde se observar maiores concentrações de tubos de areia, tal como se faz com a tiagem.

Aguenta de um dia para o outro, mas não se pode dizer que seja uma isca que aguente para lá de 2 ou 3 dias nas melhores condições. Depois de apanhar uma boa “bola” convém separá-la recorrendo para o efeito a areia seca, porém fresca.

Para iscar, a preocupação é de não o rebentar para não perder vivacidade – coisa que tem pouca – e o líquido que contem no interior, que lhe dá volume e que se vai libertando gradualmente, atraindo os peixes. A iscada será feita de acordo com o tamanho dos bichos; se forem muito grandes, usa-se apenas um, passando o mesmo ligeiramente acima da patilha ou olhal, para a linha, deixando uma ponta solta e o anzol com a ponta descoberta. Se os bichos forem mais pequenos podem iscar-se vários no mesmo anzol. As técnicas mais indicadas para usar este isco são à boia com pião, chumbadinha e surfcasting.

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CHUCHA DE OURIÇO

Os pescadores portugueses foram mais longe e encontraram uma forma mais prática de pescar com as ovas de ouriço: envolver várias ovas num pedaço de meia de senhora, atá-las com força dentro dessa bolsa como se de um saco em miniatura se tratasse criando assim uma consistente bola que permite uma iscagem fácil e segura ao nosso anzol. Estava inventada a chucha de ovas.

Os quase microscópicos poros da meia deixam sair o forte odor das ovas, formando um autêntico engodador natural que a conta-gotas libertará o seu poder atrativo em toda a zona em redor. Outra das vantagens é que as “chuchas” preparadas previamente, aguentam de uma jornada para a outra, caso sobrem algumas. De um dia para o outro aguentam perfeitamente no frigorífico ou geleira, bem como aguentam meses se forem conservadas no congelador. Neste último caso, e para proteger o seu odor, é melhor envolver, quer as ovas inteiras ou “chuchas”, em papel de prata o que favorece a sua conservação.

Mais uma isca perfeita para mares mais mexidos e pesqueiros com pedras mariscadas, sendo um isco perfeito para pescar à chumbadinha e surfcasting.

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FERRADO DE POLVO

Um isco de eleição para sargos muito grandes quando o mar está rijo ou se pesca em zonas baixas com água mexida. Não nos cansamos de falar neste isco que, em tamanhos mais reduzidos que os usados para pescar ao robalo, é uma “bomba” para apanhar sargos muito grandes e até douradas! Se tiverem a sorte de arranjar estes ferradinhos de tamanho mais modesto – o chamado “tamanho marisqueiro” -, não hesitem em colocar um anzol 2/o ou 3/0 para garantir que depois de abocanhar o sargo não cuspirá o isco sem que antes fique preso. Evite passar muitas vezes o anzol pelo ferrado para que este não esvazie muito rapidamente o seu conteúdo. Também não se recomenda nada abaixo de um 0,40 para empatar pois pode lá ir outra coisa qualquer. É um isco que aguenta bem no congelador (uns largos meses) mas que depois de descongelar já não se recomenda. Durante a pesca pode ficar num balde (se estiver descongelado) ou dentro de um poça com água para ir descongelando. Uma iscada perfeita para pescar à chumbadinha e ao surfcasting.

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MOURAS

Mais um dos “eleitos” para os sargos, mesmo até pelo facto de ser mais seletivo, visto ser um isco mais duro. Como tudo o que é bom não cai do céu, também teremos de nos “meter á estrada” para os apanhar. Para os conservar durante alguns dias basta arranjar umas algas tendo o cuidado de manter as mesmas frescas com água do mar, de maneira a ajudar os caranguejos a manterem-se húmidos. Evite que apanhem vento para manter essa mesma humidade. Quanto à forma de serem iscados os caranguejos, há muitas maneiras de o fazer. Se forem pequenos podem ser iscados inteiros, se forem muito grandes podem ser iscados às metades ou quartos. Se quiser sargos grandes não complique e pesque com um caranguejo (pequeno ou grande) inteiro, com patas e tudo! Vai ver que não se arrependerá.

Um isco perfeito para pescar à boia com pião e chumbadinha.

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